segunda-feira, 11 de julho de 2011

Julio Menezes, o menino da ilha!

            Indo para o Gragoatá, para nossa primeira aula de Português VII, do nosso recém-antigo novo curso da Universidade Federal Fluminense, Cinema e Audiovisual, um garoto menor de idade também esperava pela aula que nunca aconteceu. Este menino apresentou-se como Junior, falou que morava na Barra da Tijuca e que tinha passado direto do terceiro ano para a UFF, acho que em sétimo lugar do vestibular, se me lembro bem...
            Menino prodígio e alegre, com seu jeito de "descobrindo o mundo", principalmente o mundo do cinema. Sua paixão, aliás, pela sétima arte é realmente contagiante. Acho que gosto mais de musicais hoje por causa dele: do menino da ilha. Esse menino, foi morar na Casa Rosa, uma república de Niterói, muito conhecida, mas que infelizmente foi desmantelada, não por intrigas na Casa, mas sei lá por qual o motivo real do fim... creio ser uma falta de renovação de contrato do aluguel.
            Enfim, o menino cresceu, bebeu um pouco, dançou, estudou, estudou em cima da hora, fez filmes, filmes premiados, foi Julio Menezes, deixou de ser Junior, e virou Jocimar Dias Jr. E esse menino riu, riu comigo, riu de mim, riu dele mesmo, riu da gente, riu dos amigos, dos nem tão amigos assim, mas graças a Deus, riu! Que risada... e vindo de mim, da pessoa com aquela "risada", deve ser uma comparação e tanto...
            A última do Jocimar foi se juntar a um grupo de teatro. Pra quê?! Pra fazer a gente se surpreeder mais uma vez com ele. Fui vê-lo atuar. Afinal, já tinha visto outros amigos atuarem, o Vitor Medeiros e a Anita Chaves. Eu tinha que ver o Joci atuando... e superou totalmente minhas expectativas de um domingo. Não sei o que o Joci será amanhã, mas com certeza sei que terá muito sucesso no que escolher como carreira e eu espero estar perto para dividir os momentos tristes e alegres de seu caminho rumo ao Oscar de Best Male Performer of 2034?! (2034 para sermos realistas né?!)

              Sei lá, mil pessoas como o Joci!

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domingo, 10 de julho de 2011

Un vrai barbecue, s'il te plaît!

            Je sais encore écrire! Então, estava sem criatividade ou digamos, sem inspiração para dar continuidade nas minhas sem noçãozices por aqui! Eis que vou a uma churrascaria campograndense e fico extasiada... Pqp! Picanha ao ponto é tudo de bom! E aquele abacaxi assado com açúcar e canela?! Mon Dieu, e a mandioca sulmatogrossense, que não é aipim nem macaxeira, é MANDIOCA! Que saudade dessa raiz deliciosa que me lembra o sabor da terra... da minha terra!
             No meu primeiro post 100% brasileiro, queria fazer uma publicidade gratuita para a churrascaria Gaúcho Gastão (Rua Dr Zerbini, 38 - Chácara Cachoeira, Campo Grande/MS), é por isso que usamos guri e guria, os gaúchos migraram pra cá pouco mais de 30, 40 anos atrás. E trouxeram o churrasco também, apesar de não ser o mesmo churrasco, é um tipo diferente, que para mim é o verdadeiro, é o único com mandioca, os outros são comparativos para mim! Tudo é relativo/subjetivo mesmo! Então, quem passar por Campo Grande, para ir para outro lugar como Bonito, Pantanal, Bolívia ou Paraguai, pode ir lá e conferir le vrai barbecue campograndense, não é à la carte, nem à quilo, é RODIZIO!



             Para demonstrar que eu mudei durante minha estada na França, troquei o Arial pelo Times, agora os post serão em Times! Eu ia postar sobre a minha volta, como foi ter viajado pra Turquia (por isso coloquei uma foto de um modelo turco acima), como foi a emoção de surpreender a galeren da turma57, como foi ter visto JOCIMAR atuando (por sinal merecia um post só pra isso), como foi ter visto Louis Garrel live, essas coisinhas né?! Que não tive muita gana de escrever ainda aqui! 
             Só o churrasco de hoje é que me animou e me nutriu a alma para escrever. Isso porque troquei uma feijoada caprichada que meus pais fizeram aqui em casa... nesse calor de 30 graus! Céu azulíssimo! Mas foi por uma boa causa, era a comemoração do aniversário de uma amiga muitíssimo querida, aniversário da Pollyana!!! E desculpa, Aurélie, mas a comida brasileira é muito boa e senti muito falta dela!!! Da França, só sinto falta de você, da manteiga, do pão e do vinho branco!


             Sei lá, mil churrascos! 


PS: animada pra fazer um na Casa Alta quando voltar, de despedida pro Lorena e pro Joci!
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nesse verão resolvi fazer algo de diferente

              Então, não tenho postado muito! Sem criatividade mesmo para escrever ou sem inspiração. Só posso dizer que em Londres no dia do jogo do Barça, eu só vi gente da catalunia invadindo a cidade, não sei se Wembley era lá perto, só sei que não tinha à vista torcedores do Manchester UD. Talvez eles não se deslocaram até lá para ver o Barcelona ganhar. 
              Fui nas casas do John Lennon e do Paul McCartney quando eles se conheceram em Liverpool e é genial, mas quem não pode ir a Liverpool para visitá-las, aconselho o filme O Garoto de  Liverpool (Nowhere Boy, 2009). Depois, fui no primeiro lugar que eles tocaram depois de ficarem famosos em Hamburg, Alemanha, o tal Cavern Club, que fica na Mathew Street. O lugar é legal e conserva algo da época, mas é totalmente modificado. O lugar que eu gostei mais, foi onde eles bebiam depois das apresentações quase diárias, o The Grapes, como o Cavern Club não vendia bebida alcóolica, eles atravessavam a rua e iam para lá. E parece estar entrando nos anos 60 literalmente, o lugar não alterado. 
              Fui também, no Estádio de futebol do Liverpool também, e dale Suarez, camisa 7, uruguaio que meteu a mão na bola e deu penalti para Gana, mas perderam o penalti, dai o Uruguai foi pra semi-final. (clique para ver o lance)
              Só sei que esse fim de primavera européia está geladíssimo. Quero usar chinelo na rua! Então, estou usando, apesar do friozinho. Agora, estou na Irlanda, bebendo meus bons Guiness, e ainda teve boatos de que eu estava na França na pior. Bem, não estou mais na França. Mais je retourne tout de suite.


              Sei lá, mil coisas!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cannes, Almodóvar e Alec Baldwin

            Não, eu não fiz o que o Rafa Cortez fez! Não beijei o Almodóvar! Eu nem vi o Almodóvar passar, eu escolhi o dia errado para ir à Cannes. Ele vai amanhã apresentar sua mais reciente película no festival mais fofo da Europa. Também não vi Alec Baldwin, quem viu foi o Gera, um amigo de Recife que também está fazendo intercambio. Como ele conseguiu fazer oficina de fotografia ou de curta-metragem, ele descolou contatos. Daí, ele está em Cannes desde do dia 10 de maio junto com a mexicana Aldonza. 
            Por que eu não fiz a oficina de foto e/ou realização de novo?! Damn it! Porque não queria traumas franceses. Enfim, peguei o trem hoje de manhã e cheguei ao Mediterrâneo quatro horas depois, valeu super a pena, além de encontrar meus coleguinhas ao acaso, vi onde fusué que é o festival de Cannes. E quem me deu essa brilhante ideia, foi meu amigo amore mio Willian, que quase não aparece no meu blog. Fui e voltei no mesmo dia, genial. As oito horas de viagem pra saber que o Gera viu nada mais, nada menos que Rodrigo Santooooron (arroz neh) em Cannes, valeram super a pena. O mar é lindo. A praia nem tanto. Sou mais Itacotiara, Ipanema, até Itaipu. 
             Hoje, vi gente com plaquinhas mendigando uma troca de convite ou uma simples boa doação do mesmo para ver Melancholia, Lars von Trier, cansei neh gente?! Aff, ainda bem que fui embora. Olha a mentira! Queria ter ficado mais! Por que eu não fiz contato com o prof de foto da Lyon 2?!!! Parce que c'est bientôt la fin( porque já é o fim)! Tchau França! Opa, ainda tenho mais umas semanas de França. 
             Então, pra esquecer que eu estou na França, resolvi fazer algo de diferente, fui pra Cannes, ver gente diferente, tomar uns bons drink e megulhar na água geladíssima do Mediterrâneo. Nem vi gente famosa, o mais perto que cheguei foi da escada vermelha e dumas mão da Sharon Stone que ela marcou em 1992, faz tempo hein! Eu tinha 4 anos, ou ia fazer. Não... e tipo tinha uma coisa super bizarra nas ruas: pessoas com chinelos "havaianas", mas eu vi numa loja que os "chinelos" com a bandeira do Brasil, na verdade eram da "marca" "Brasileiras, Las originales", total made in China!!! E pessoas comprando!!! E pessoas usando no boulevard de la Croisiette!!! Tinha uma marca chamada Laulina também!!! E eu vi umas Dupé (essa exite no Brasil, mas ninguém cobra 17€ o par neh).
             Ai, mas, enfim, foi muito bom minhas míseras quatro horas locais no furdunço de Cannes (meu português e minhas expressões foram pro beleléu, como vocês podem notar). Isso aí! Ano que vem é nóis, jacaré!!! Obrigada, TGV, que está comemorando 30 anos de França, désolée pour toi. Obrigada, mãe por ter deixado eu ir. Obrigada, Will pela ideia. 


             Sei lá, mil cannes!


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terça-feira, 17 de maio de 2011

Mudanças

           É engraçado reviver o mesmo momento que eu fiz antes de vir para cá. Tipo, revendo o que eu tinha que jogar fora, doar, limpar, orgnanizar, e que ainda está incompleto, pela metade, quando voltar, vou ter que limpar o meu armário. Sorte minha, eu acho, é que a água que estorou do cano do banheiro em janeiro não chegou no meu quarto, pelo menos é o que meu irmão me disse. Então, a tralha que eu tenho ainda está intacta.
           Parece que é fim de ano, vai ter o natal logo logo, festa de reveillón e tudo mais. Mas querendo ou não é meio que fim de ano para eles, para os que vão para escola. Esse negócio de o ano começar na metade, é esquisito demais, parece que tem dois anos num só, ou seja, a gente envelhe o dobro por ano, ai que chato. E não acontece só na Europa, em todo o Hemisfério Norte, ao que me parece. Depois falam que no Brasil, o ano só começa depois do carnaval... e eles?! Só depois do verão, ou seja só depois de setembro. Por isso, que a economia deles blablabla tá bombando durante fevereiro e março e a gente na folia com o feriados superprolongados... Também, um frio porreta, eu também ficaria no calor do escritório!
           Mudando de asssunto, minha paixão por musicais aumentou. Estou até saindo e cantando pela rua como se fosse a própria Dorothy... não, queria que essa parte fosse verdade. Mas as pessoas aqui de Lyon não interagem. Hoje, estava no metro e tinha um cara vestido de terno e gravata com tres bolinhas na mão, daí, eu pensei que estranho, bem que ele poderia fazer malabarismo, e não é que ele fez?! Dentro do metro balançando pra lá e pra cá, mas daí as bolinhas caíram, eu aplaudi institivamente e ri, teve um adolescente que aplaudiu também... Vagão lotado e a galera ficou olhando pra mim, affe!!! Não sei o que isso tem a ver com musicais, sei lá neh!
            Outra anedota, Mehdi e Quentin estavam se tapeando no balcão, com luvas de boxe. Acho que o Mehdi foi mostrar seus dotes de lutador profissa pro menino, tadinho. Daí, fui pra sala ver TV com o padeiro, daí o padeiro foi se tapear com o Mehdi também. Não entendo essa de se tapear, podia virar um musical. O padeiro cantando sobre pão, a namorada dull, e luvas de boxe, daí entrava Mehdi, com seu óculos Ray-Ban e relógio de mil euros, estilo cafetão anos 70, com bigode, e cantando sobre jogatina no cassino, depois entraria Marco, com roupa indiana, cabelos loiros ao vento, e uma prancha de surfe, óculinhos Jonh Lennon, fazendo o sinal de paz e amor e ele cantaria sobre vocês sabem neh, seu amor por Alejandro(que é meu). E eu entraria vestida de brasileira fazendo embaixadinhas com uma bola de futebol e cantaria um samba sobre como Alejandro é meu. 
            Que maldade! Seria um horroroso musical! Porque seria em francês!!! Que maldade! Jacques Demy não é tão ruim, amei Duas garotas românticas. Podia ser uma versão Glee do meu musical francês então! Eu seria uma mistura de Tina, Santana e Rachel. E os meninos seriam eles mesmos porque não tem ninguém poderia fazê-los no glee, não posso fazer nada eles são demasiado franceses! E os atores de glee não, talvez o Kurt poderia ser o Quentin. Só teria que andar bem encurvado para ter a mesma altura do Quentin.

              Sei lá, mil devaneios de uma pessoa em pleno ócio dental e com saudades esperando um amigo ligar no skype!


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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Da minha janela

            Da minha janela, posso ver o cemitério antigo de Cusset, com aquelas lápides decoradas e com flores de plástico. Mais adiante tem um lugar que ficam aqueles postes de energia, deve ser uma central de energia. Ao lado direito do prédio, fica o Multifood, que é tipo um McDô de comida árabe, com o famigerado kebab, nunca entrei. Atravessando a rua, tem o McDô, fui uma vez com a Sabrina pra usar o Wifi deles, já que não tínhamos ainda.
           Quando o céu fica bem clarinho, azulíssimo, sem nuvens, dá para ver o Mont Blanc daqui. Minha janela villeurbannaise são dois vidros de uns 5 m²,  não dá pra abrir, o que posso fazer pra entrar é abrir a porta do meu quarto e abrir a porta do balcão, para onde meu quarto dá de frente. Daqui posso ver o Mehdi, o Marco e Quentin, que saem para fumar, ou a Floriane, que pula corda na sacada, porque o verão está chegando.
          Agora, é noite. O tempo está agradável. A porta da sacada está aberta. A cidade iluminada. O cemitério nem tanto. Estou olhando minhas coisas espalhadas pelo quarto com um pensamento nostálgico de algo que nem perdi ainda. Estou pensando no que passei nesse quarto, no frio que passei nesse quarto, nas conversas de skype que passei nesse quarto, com a Sabrina batendo na porta pedindo para eu rir baixo, porque o padeiro estava dormindo. 
          Logo vou embora daqui, fim do mês é a data limite da Mme Obeissart. Logo me instalarei na casa da Aurélie. Logo encherei seu saco hehe. Minha janela não abre nem fecha, mas espero que esteja fechando-a muito bem, e que outra bem mais fresca se abrirá para mim quando voltar para minha terrinha do meu coração.
          Der Fenster, la finestra, la ventana, the window, a janela ou la fenêtre, n'importe laquelle, qualquer uma será apenas uma janela, o mais interessante é o que podemos ver através delas.
Mais uma do Magritte!
          Sei lá, mil janelas!
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bagunça e a capacidade de acumular

             Comecei a arrumar uma mala com roupas de inverno que provavelmente nunca usarei de novo, ao menos, não no Brasil. Enfim, comecei a vasculhar os papéis e as sacolas inúteis que Eu consegui juntar ao longo de 7 meses morando na pensão francesa. Incrível o  tanto de lixo que a gente consegue acumular. Pra que eu vou querer sacola de compra, folhetos de propaganda, livrinhos de eventos culturais. Joguei tudo fora. 
            Comprei umas roupas também, made in China, made in Indonesia, made in Marocco, que terei que tentar enfiar nas malas de algum jeito. Sem falar nos livros e nos DVD zona 2 formato PAL, ou nos Blu-Ray comprados por engano, preço igual achei que fossem DVD normal. Vai tudo dar certo. Vai ter que dar!


               Vou ter que deixar tudo limpo. Vou ter que consertar a escrivaninha de "boa qualidade", os parafusos da gaveta saíram e vou ter que pôr no lugar ou falar da Mme Obeissart que os móveis que ela comprou não eram de confiança, digamos assim.
               E vou ter que botar tudas minhas malas na casa da Aurélie, mas isso semana que vem, quando ela estiver em Lyon! Depois é só dar tchau, roubar Alejandro, e voltar pro Brasil Maravilhoso! E tentar nãao acumular coisas estúpidas, péssimo hábito que adquiri desde criança! Eu era do tipo que queria o brinquedo por causa da caixa, não pelo brinquedo em si! 


               Sei lá, mil saudades! 


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PS: Vi Rio, do Carlos Saldanha e é um lindo filme e as informções sobre a cidade condizem com a realidade, diferente de Velozes e Furiosos 5, em que colocaram um trem-bala no Brasil(?!) e os brasileiros falam um português bizarro(?!)