quinta-feira, 28 de abril de 2016

5 anos dos 4 dias que significam o agora de hoje

Há exatos 5 anos também numa quinta-feira, vim à Berlim pela primeira vez. Dia 28 de Abril de 2011. Estava morando na França e escrevendo muito nesse blog. Desde que me mudei para cá em 2013 escrevi muito quase nada aqui. Escrevo muito em papel na verdade. Enfim, parece que minha narrativa aqui é um tanto não-linear tal e qual converso com alguém aqui e as pessoas ficam loucas e confusas comigo. Sei lá, são mil coisas na minha cabeça. 

Como estava dizendo, Berlin há 5 anos. Vim para ficar 4 dias e o que dizer dessa cidade que mal conhecia e que ainda me surpreende a cada dia que se renova que se reinventa que se questiona que se engaja que é fora da norma que é queer que ama cachorro que é suja que é gentrificada que é autêntica que copia que é tudo e nada ao mesmo tempo. 

Eu não escrevi nesse blog por quase 3 anos quase nada, acho que esse será um longo post. Espero que leiam até o final e comentem por favor qualquer coisa, nem que seja pra falar que ficou uma merda.

Friozinho básico de vez em quando e mesa de tênis de mesa.
Foto: Dezembro 2014

Berlim me encantou desde o princípio. Quando voltei ao Brasil do meu intercâmbio, coloquei um postal de Berlim na parede e olhava toda vez que acordava por 2 anos foi isso. Tinha a vontade de vir morar aqui, vivenciar o que eu nem sabia que iria vivenciar aqui. Algo estranho que acontece em nossas vidas, como um chamado sem voz mas que tem que ser ouvido e atendido. Hoje não sei se fiz certo. Mas a vida é assim né? Cheia de escolhas e caminhos. Não se pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ter duas vidas diferentes ao mesmo tempo. A vida aqui é boa. A minha vida aí em Niterói era boa também, não precisava colocar e tirar um monte de casaco em cada lugar que entrava. Não precisava falar alemão-inglês-espanhol e não precisava fazer cara estranha para um monte de idiomas que aqui tem, que a gente nem sabe de onde é (nem faço mais cara estranha). Não precisava passar frio esperando o ônibus/metro que vai chegar em exatos 3 minutos. 


Cidade das arte com/sem sentido
 exposição fotografia cinema festival sarau
com homem pelado yoga com cerveja eventos
do to com projetos aí mas trabalho num bar
Berlim, tanta coisa, que fico confusa sobre o que escrever aqui. Esses 4 dias de 5 anos atrás foram incríveis. Primeira vez e até agora a única vez que viajei sozinha sem companhia para a ida e volta. Mas não significa que fiquei sozinha o tempo todo. Fui a um encontro do Couchsurfing na primeira noite e encontrei pessoas legais que me deram dicas do que fazer. E fui ao karaoke do Mauerpark, onde vi um cara muito louco bêbado/high com tatoo tribal na cara. Fui ao primeiro de maio sem saber que aqui o Primeiro de Maio não é só um dia de manifestações, confrontos com a Polizei e dia do trabalhador, mas como é também um dia de festa, de musica na rua, de integração, e eu, inocente, achando que algumas pessoas que usavam pouca roupa, estavam bêbadas demais para se importarem com o frio, mas que, na realidade, tinham cheirado ou tomado algum negocinho e estavam apenas curtindo uma batida de techno na delas. 

Moda/estilo atemporal

Por falar em drogas, aqui quase não há tabu em se falar sobre o tema, ou sobre qualquer outro tema também. Fico feliz em conhecer várias pessoas aqui que debatem sobre tudo e tem uma visão crítica sobre o mundo em que vivemos. E não fica só no debate, muitos se engajam mesmo e tentam fazer a diferença. Há o questionamento sobre a gentrificação e uma alternativa a isso: as Projekthäuse - casas projeto, em que várias famílias dividem um andar de um edifício e compartilham áreas comuns para baratear custos. Questionamento sobre o consumismo demasiado então há pessoas, que consomem menos, que trocam suas coisas, que não usam mais e colocam no grupo do facebook Free Your Stuff Berlin por exemplo. E quando há uma meia dúzia de neonazis protestando, há milhares de pessoas protestando contra. A bandeira nacional é má-vista, como símbolo de patriotismo e nacionalismo e eles não querem mais isso. Quando falo que, no Brasil, há esse orgulho pela camisa da seleção brasileira e que, infelizmente, há uma ala conservadora e fascista aí, meus amigos daqui ficam chocados (mas aqui também tem conservadores - PEGIDA e AfD). Aliás muitos europeus que realmente não tem noção de o que foi a História da América Latina, ficam chocados quando digo que, por exemplo, no Brasil não é bem lá essa história que venderam de que a gente é gentil e dócil e um povo feliz sem racismo. Arram, Cláudia! 


Quando faz calor de Rio de Janeiro.
Aliás cadê ssaporra de verão?!
E quando eu falo que qualquer um poderia ser brasileiro, muitos não entendem. Muitos nem sabem que os japoneses ou até mesmo os próprios alemães imigraram para aí. Pensam primeiro que sou da Filipinas ou Tailândia, depois chutam um Chile ou Bolívia, que tá mais perto de onde sou mesmo. Mas metade Japa, é improvável de eles acertarem. As vezes brinco e falo que sou prima da Björk. Brinks nunca fiz isso, mas da próxima vez vou fazê-lo rsrsrs
Rola ainda de vez em quando um: no Brasil se fala português né? Sim, minha querida.


Esse dia foi loko, reabriu a linha do metro
 com a estação perto da minha casa Hermannstraße.
As obras demoram por aqui também às vezes.
Sei lá, às vezes vou contar a história do brasil em alemão pela minha perspectiva... me enrolo toda, nem sei se estou certa, e ainda mais falando nessa língua estranha. Me confundo muito. E agora então, que estou na faculdade, quando vou falar, é sempre meio incerto. Uma vez, o professor perguntou algo, e a resposta, eu sabia, mas não falei, dai o garoto respondeu: Melodrama. Damn it! Eu sabia essa.
Ainda não tenho tema para minha tese de dissertação. Mas será melodramática com certeza. Também to envolvida nuns projeto aí de filme e série (em breve online). Já fiz figuração nos Jogos Vorazes e num filme de Connie Walther, Die Hochzeit meiner Eltern (O Casamento dos Meus Pais). Aliás, hoje vou à Premiere do filme com meu colega de república Nils Malten, que também atuou, mas ele é ator de verdade, fez mais coisa no filme obviamente.

Berlim é uma cidade com tudo quanto é tipo de gente. E tu tá envolvida com artista, Morena?! Pois é, estou. Conheço um monte que é e um monte que não é também, mas cada importa. E cada conexão que fiz aqui me inspira. Escrevo muito, mas nada concreto. Queria botar em prática as aulas do Tunico e fazer meus roteiros e vender minha arte com as coisas que a natureza me dá. Eu só tenho a agradecer por tudo que me aconteceu até agora e jogo pro Universo pensamentos bons pelo que está porvir. Gratidão: palavra boa. E queria desejar a todos os leitorxs que leram até o final e tentaram entender esse texto, esse vendaval de informações, tudo de bom e eu queria dizer também que eu amo todxs vocês, e desejo coisas boas para vocês, e que não desanimem, nem com a situação atual do Brasil. Nós podemos tirar algo de positivo de cada experiência e de cada dor/sofrimento. Sejamos resilientes e corajosos :)

Sei lá, mil coisas doidas e não-doidas ao mesmo tempo!

PS: ia colocar que dia 29 de abril de 2011 (que também foi numa sexta igual a esse ano) a Kate Middelton se casou com aquele príncipe e eu ia colocar no texto essa info, não rolou contexto, tô colocando no final mesmo, enfim, lembro pq pareceu na tv do hostel, pq guardei isso na memória? sei lá.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

O dia em que descobri que picles era pepino

Alex procura Spreewaldgurken em Goodbye, Lenin!
          Não faz muito tempo que descobri que picles era na mais nada menos que um pepino, mas menor! Que Überraschung (surpresa)! E para minha surpresa aqui se vende esse pepino pequeno no formato de picles.
          A desconfiança: em março eu fui a um piquenique num aeroporto aqui perto de casa e tinha esse pepino pequeno, daí pensei comigo mesma "Olha! Parece um picles!". Algumas semanas depois uma amiga americana me disse que picles era pepino em conserva daí meu mundo parou. WHAT?! Cê Jura?! Gente, eu juro que não fazia ideia... mas andava desconfiada até porque na embalagem de picles está lá Gurken (pepino). Mas aí fiz um google no picles agora e, na verdade, picles é qualquer conserva, uffa, mesmo assim achava que pepino em conserva era um outro legume, que se chamava picles, maior viagem, juniando como sempre!
           E eu fazendo caso da minha descoberta, mas blog é isso mesmo né, gente, assuntos desinteressantes e insignificantes podem ser uma forma de entretenimento! Espero que tenham se entretido por dois minutos ou seja lá quanto tempo vocês demoram para ler esse post hehe!

Tempelhofer Feld
           Pera, ainda não acabou. Tem um aeroporto aqui perto de casa. Um aeroporto que é um parque agora e as pessoas usam o espaço para lazer, como esse senhor na foto ao lado praticando o famoso Windskate e a senhora, o ciclismo. Tempelhofer Feld estava em atividade como aeroporto até 2008, foi construído em 1927 e já foi considerado o aeroporto comercial mais antigo, mas já perdeu o posto para um francês ou inglês. Um velhinho berlinense de 78 anos que me contou isso, não acreditei muito nele, dei um google e era verdade. Esse velhinho, que se chama Klaus, não morou do lado comunista durante o muro e teve a oportunidade de morar na Inglaterra por um tempo, seu inglês, pois, é muito bom, apesar de eu ter insistido em falar em alemão, ele voltava para o inglês, então a conversa que tive foi meio estranha, eu perguntava em alemão e ele respondia em inglês. Foi muito inusitada a nossa conversa.

        Sei lá, mil pepinos em conservas e mil conversas com velhinhos!
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sete meses oder Sieben Monate

7 Monate in Berlin mit Alejandro und viel spaß noch zu kommen
           Há sete meses quero escrever sobre Berlim ou sobre como anda minha vida aqui. Mas acho difícil explicar ou simplesmente esqueço mesmo que tenho esse blog para poder tentar explicar algo. Sei lá, Berlim não exige muita explicação, acho. É uma cidade cosmopolita como Londres e Nova Iorque. Só que tem um quê que não sei explicar, nunca fui a Nova Iorque, e em Londres fiquei poucos dias, não posso exatamente comparar essas cidades a Berlim. E também não saberia dizer como seria a minha vida se não estivesse aprendendo alemão, acho que falar alemão ajuda a interagir melhor e a de fato me integrar em alguns grupos de alemães. Conheci gente que chega aqui e fica apenas no inglês. Tranquilo viver aqui um ou dois anos sem saber falar alemão, realmente muita gente fala inglês, mas acho estranho ficar num lugar tanto tempo sem sequer ter o interesse em aprender o idioma local. Tudo bem, alemão não é a língua mais fácil de se aprender, mas também não é impossível.
           E eu não imaginava que estaria falando agora mais ou menos bem. Eu moro com quatro alemães e uma escocesa, que fala melhor alemão que os meninos rs,  e portanto pratico todos os dias sem falta alemão, também tenho 3 horas por dia de aula de alemão. Estou até vendo alguns jogos da copa com a narração em alemão, que é meio entediante, eles não comentam muito, nem vibram muito, são bem contidos, nem todos, claro, mas boa parte. Enfim...
          Ainda tenho que contar mais sobre essa república em que estou morando, linda, mas fica pra outro post, só adianto que não tem padeiro, mas tem ator, e todos são lindos e fofos. Pena que a Katie, uma escocesa, vai embora no fim de julho, mas a Brita, uma norueguesa, vai alugar o quarto dela. Os demais são alemães mesmo. Um estuda física, o Amon, um estuda planta e árvore, o Paul, um estuda história e sueco, o Benjamin, e outro é ator, o Nils.

     
           Sei lá, mil coisas! Es weiß es nicht, tausenden Sachen!
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segunda-feira, 17 de março de 2014

Consternação pelos eventos atuais

            Não dá pra seguir feliz sabendo que há tanta coisa errada acontecendo tanto na Alemanha quanto no Brasil. Em uma aula de alemão, a professora nos entregou uma notícia sobre o encontro dos Nazistas em Dresden, eles tem um dia especial para "celebrar", dia 13 de fevereiro, nesta data em 1945 houve um bombardeamento da cidade dos aliados contra o regime nazista. Não porque diabos eles definiram a data para se reunirem e discutirem, ou sei lá que é que eles fazem. Há alguns anos eles estavam indo às ruas sem vergonha nenhuma de tomar partido do ódio, felizmente, em 2010, houve também a marcha contra esse absurdo.
            Não muito distante do ódio, está o Brasil, país "pacífico", "cordial", "alegre", indo na mesma linha de pensamento. Por que tanto ódio? O pior é que ele sempre esteve lá, ódio desses gays que estão mais presente em suas vidas e que sem pouca vergonha se beijam, ódios dessas religiões africanas do diabo, ódio dessas mulheres vadias que marcham sabe se lá por que causa, por isso é que são atacadas, tem mais que apanhar mesmo, não tem escrúpulos, não aceitam um elogiozinho "gentil" na rua, ódio desses negros que estão nas universidade sem merecerem estar lá, ódio desses anarquistas vândalos que ficam na rua protestando e atrapalhando o trânsito, ódio desses favelados que só assaltam gente de bem, ódio da Letícia Spiller, ódio ódio ódio!
             Será que há uma luz no fim do túnel, ou estamos indo em direção oposta, ao atavismo? Volto pra casa, vejo alguma mídia alternativa que pelo menos tenta honestamente relatar os fatos, e só coisa triste. Uma mulher que é arrastada por um carro da Polícia Militar, resquício da ditadura que ainda perdura em nossa linda democracia. O que dizer de tanto ódio? Não gosto de ser pessimista, gosto de acreditar na humanidade, mas que pelos últimos eventos, nem aqui, nem aí, tá fácil seguir sem que o estômago se embrulhe... Ainda quero acreditar que é possível mudar pra melhor, porque mudar por mudar nem sempre é o melhor.

           
              Sei lá, mil esperanças, pfv!
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sobre Berlin

            Difícil explicar os vários sentimentos quando penso nessa cidade, cidade de vampiros, de almas ambulantes e perdidas, à procura de algo. Essas almas inquietas e inquietantes. Misturadas com arte, constância e kebap, e que ao mesmo tempo é não-arte, inconstante e currywurst. Cosmopolita sem identidade, com múltiplas identidades, mit diesem Sprach nicht so deutschlich oder schön (essa língua incompreensível não muito bonita, mas lógica dentro dessa lógica alemã de ser). Entender a língua e a cultura é inexplicável, ainda mais nessa cidade que nem muito alemã é, e que é de todo mundo, com outros mundos, um pouco turca, búlgara, russa, espanhola, mexicana, coreana, chinesa, e também brasileira.

             Ainda estou a entender o que se passa por aqui.

             Ich weiß es nicht, Tausends Dinge!
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Alejandro no Memorial do Holocausto
Foto: Vitor Medeiros.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O dia em que vi fantasma na Alemanha

             Sempre acreditei em fantasmas, espíritos e seres de outros planetas. Adorava ver o ET do Spielberg e curtia Arquivo X (adorava o cartaz do Fox Mulder, I want to believe). Quando era criança, tinha medo do Homem do Saco e da Mulher do Algodão. Mas nunca vi nada. Só ouvia histórias de pescador. Minha mãe sempre contava uma que eu adorava sobre meu avô. Ele trabalhava como caseiro em um sítio no interior do Rio de Janeiro. Uma noite, ele foi atender um homem a cavalo que estava em frente ao portão, ele o viu e foi até ele. Quando chegou perto, o homem já estava do lado de dentro do portão, e passou sem que o portão tivesse sido aberto. Meu avô saiu correndo e voltou para casa com medo sem entender o que tinha acontecido.
              Comigo foi um pouco diferente. No mês passado, consegui um quarto numa república alemã por causa da Stéphanie. Ela conhecia o Christian, o dono do quarto onde estamos agora. Estamos dividindo um quarto há duas semanas. E o prédio parece antigo, não há elevadores, apenas escadas. Normal. Muitos prédios em Berlim são antigos e sem elevadores. Estou morando aqui há seis semanas e até então nada de anormal aconteceu. Porém, um fato inusitado aconteceu com a Stéphanie semana passada. De terça para quarta, ela acordou de um sonho, sentou na cama e começou a falar em inglês com duas pessoas. Eu tenho sono leve, então acordei também e fiquei perguntando se ela estava acordada, ela disse que estava acordada, mas que estava vendo duas crianças sentadas perto de mim. Eu olhei e não vi nada. Ela me disse que quando acordou, havia uma outra criança olhando para ela bem perto da cama. Ela sumiu, no entanto, havia mais duas sentadas, e foi com elas que ela tentou se comunicar. E depois de dizer "Se vocês não forem espíritos de luz, quero que vocês vão embora" e elas desaparecerem, deu um medo de verdade. WTF? Como assim, foram embora logo depois de ela dizer isso? Enfim, passou. No dia seguinte, até rimos do fato. Tentando pensar o que tinha acontecido, que foi apenas uma projeção da cabeça dela. Só isso.
               Domingo, a gente foi convidada para um churrasco na casa dos pais do Adan, um amigo alemão nosso, que conhece outros gringos. No finalzinho, a gente estava tomando um chá e acendendo algumas velas, nesse querido verão. De repente, o assunto entre uma sueca e um israelense sobre o jogo do copo. Com a sueca nada aconteceu, era apenas as pessoas que forçavam o jogo. Mas com o israelense, ele disse que uma vez a luz apagou e que um vento passou pela casa, mas as janelas estavam fechadas. Tudo bem. Cada um foi para sua casa. E a gente foi dormir normalmente. Eis que as 5h30, eu acordo, porque a Rebecca estava acordada e fez barulho no Hall. Eu acordei no pulo e vi um cara de 2 metros de altura no meio do quarto. Ele era careca e estava de braços cruzados com uma capa comprida até o chão, da cor azul turquesa escuro, e olhando para a televisão que fica ao lado da cama. A Stéphanie também acordou com o barulho e sentou na cama. Eu a abracei e disse que estava vendo um cara. Estava com muito medo. Eu fechei os olhos e os abri novamente, e o cara estava lá na mesma posição. Falei para ela. Ela disse que não estava vendo nada. O que me deu certo alívio. Então, ela me disse para eu falar a mesma coisa que ela disse, para ele ir embora. Eu falei "quero que você vá embora". Ele desapareceu. Só que aí outro ser apareceu também e ele estava de pijama listrado e sem cabeça, no lugar havia a luminária do quarto, que é uma bola pendurada no teto. Ele estava flutuando e dançando. Pedi para ele ir embora também, em português mesmo. Daí, tudo foi embora. E ficamos abraçadas e rezando. Demorei para cair no sono de novo com medo de eles aparecerem novamente. Talvez tenha sido uma projeção, porque tínhamos comentado sobre o He-Man, e o cara de 2 metros tinha os tons de cores do Esqueleto, talvez tenha sido o fato de eu ter visto uma cara lendo O Menino do Pijama Listrado no dia anterior. Não sei. Só sei que não ter mais essas experiências sobrenaturais.

               Como disse minha mãe: "Sei lá, mil Ghosts"!
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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Piada que precisou de um ano de preparo

       Tem um britânico na minha turma de alemão que me contou uma história no mínimo curiosa e engraçada e deu para entender o porquê os britânicos são os maiores trolladores de amigos do mundo. Ele tem um amigo lá no Reino Unido que ia viajar para o Brasil com outros amigos e jogar futebol na praia com os brasileiros, aparentemente era o sonho deles fazer isso. Então eles se preparam, juntaram dinheiro, tiraram férias na mesma época para ir ao Rio em vez de ir ao tradicional paraíso dos britânicos: Ibiza. Não por que, mas eles adoram ir para Ibiza. Ouvi dizer que há um monte lá que passam férias na ilha espanhola. Enfim, dessa vez era o Rio de Janeiro. Mais longe, mas com futebol na praia. Esse amigo em particular começou a ter aulas de português durante um ano antes das almejadas férias no Brasil, e claro, sem contar para ninguém. Nem a mulher do cara sabia...
         Então, ele queria fazer uma surpresa para seus amigos quando estivesse no Rio. Eles chegaram no  Rio e ficaram falando sua língua nativa tranquilamente. Foram à praia e até conheceram uns caras jogando futebol na areia. Pediram pra jogar também e claro que deixaram, afinal esporte não tem essa de idioma. Deixaram os caras que "inventaram" o futebol jogar com os que "dominam" a técnica, digamos assim. Até então o nosso amigo que aprendeu português durante um ano, não havia fala um A sequer ainda. Eis que ele levou uma bolada na cabeça e caiu no chão e fingiu estar inconsciente por alguns segundos deixando todos preocupados um pouquinho. Porque trollagem é trollagem. Tem que ser levada a sério. E quando se lenvantou, começou a falar só em português. Ninguém entendeu. Todos ficaram surpresos, chocados. Imagino que tenham feito a aquela cara de "WHAT?!" ou "WTF?!". Nem os brasileiros, que não estavam na história, ficaram surpresos. Depois ele contou o que tinha feito e todos riram.
          Sei lá, achei muito esforço para fazer apenas uma piada, muita dedicação para fazer seus amigos rirem! Eu poderia também um dia fazer o mesmo! Pera, já fiz uma vez quando não contei que ia voltar para o Brasil depois do meu intercâmbio e fiz uma surpresa para meus amigos! Foi legal! Mas não precisei de um ano para fazer isso, apenas alguns dias de preparação com outros dois comparsas! Nesses tempos esquisitos de Rio de Janeiro! Contar uma história que seja mais leve, tá valendo! Que assim seja, e que possamos mudar logo a nossa situação brasileira para podermos rir mais, não das desgraças, mas das conquistas e vitórias que estão por vir! Sejamos otimistas!

           Sei lá, mil piadas!

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sábado, 20 de julho de 2013

Berlin, du bist wunderbar!

        Não sei se é porque é verão ou se tenho sorte mesmo, mas tenho encontrado e conhecido pessoas legais na capital alemã. Tive sorte também de cair numa república de alemães (Obrigada, Stéphanie!) então tento entender o que estão falando. Mesmo sendo muito difícil a língua, mas acho que com o tempo vou me acostumando e entendo mais e mais. Também já cometi algumas gafes, como comprar cerveja "errada", Becks, meu flatemate Titus que não era para fazer isso hehehe. Da outra vez que estive em Berlin, em 2011, eu super tomei várias Becks, mas aparentemente estava errada. Fico com a Berliner e com Franziskaner que é mais fácil hehehe. No final das contas, são todas boas, pelo menos para mim.
        No curso, a professora é muito boa e estimula a gente a procurar mais vocabulários. Na língua alemã, você junta três palavras e forma uma nova e daí é só fazer tipo "anagramas" com as palavras e procurando o sentido de tudo isso. Tô num nível em que consigo jogar conversa fora sobre o cotidiano, mas quando me perguntam sobre o Brasil ou Rio, do que anda acontecendo ultimamente fica complicado de explicar, ainda bem que a maioria fala inglês. Até fui ver um filme alemão sem legendas, no Cine OpenAir, Das Leben ist nichts für feiglinge (Avida não é para os covardes), mas tive uma ajuda amiga que me traduzia algumas partes em inglês.
         Por enquanto é isso... depois dedico um post para a República Alemã, parecido com a da Francesa, só que com menos gente.

         Sei lá, mil lugares para se conhecer em Berlin!
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma cronica aérea

        Viajei com um time de Brasilia teen que joga futsal e estavam indo pra Budapeste para um torneio mundial representar o Brasil. Legal! Mas não é sobre que queria compartilhar, é sobre uma conversa entre um dos técnicos e uma mulher carioca, que depois descobri tinha o passaporte alemão, no fim das contas, ela deve ser alemã, seilá. Enfim, ela dizia para o candango professor que o Rio, sério, o Rio estava MELHOR, e paesmem, depois do PAES; e que o Choque de Ordem que ele tinha implantado, ela não via mais flanelhinha na rua, que se sentia coagida na presença de um, e que as pessoas estavam mais conscientes em relação ao lixo nas ruas, que a cidade estava mais limpa e menos perigosa. Daí, ela perguntou para seu interlocutor se Brasília era perigosa... Enfim, parei de ouvir a conversa e fui ouvir uma música, porque continuar ouvindo duas coxinhas de duas cidades distintas foi demais pra mim.
          Estou pressentindo boas histórias e crônicas para contar aqui pra vcs, saudosos desse blog de mil lugares e mil coisas.


          Sei lá, mil coisas!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Partiu Buenos Aires e Montevideo

        Nova empreitada de Júnia Matsuura pelos cantos do mundo... agora mais pertinho do Brasil: Argentina e Uruguai. Conhecer los gauchos, tomar chimarrão, hablar como ellos, comer parrillada e tomar buenos vinos, es todo lo que quiero!

        Depois de dez dias no interior de Minas Gerais, vivendo altas aventuras cinematográficas na Serra do Cipó e em Lapinha da Serra, ir para outro canto será outra aventura a parte. Só não quero ser enganada por argentinos e uruguaios.

          Vou levar o livro As Veias Abertas da América Latina que eu comprei num sebo em Campo Grande em 2005 por 20 reais, just in case, vai que eu encontro com Eduardo Galeano pelas ruas e quero um autógrafo.

domingo, 15 de julho de 2012

La Rochelle Belle et Rebelle




Sabe aquele senso comum de que cada viagem que fazemos é muito importante para a nossa vida, de que acrescenta não só conhecimento, mas também dá novos significados à ela. Pois então, essa não foi muito diferente disso.
No começo, quando percebi que os organizadores desse laboratório cultural não sabiam muito sobre cinema muito menos sobre o festival da cidade onde vivem, confesso que fiquei chateada. Mas depois quando eu vi e percebi sobre o que realmente se tratava tal experiência, eu deixei estar.  Todos os 23 participantes ali estavam porque tinham algo em comum,  a língua francesa o meio de comunicação entre si, 13 nacionalidades dentre Russia, Mongólia, China, México, E.U.A., Malta, Uzbequistão, Kosovo, Bósnia Herzegovina, Líbano, Israel, Benin  e Brasil, sendo eu a representante solitária desse país enorme. A Rússia por sua vez tinha nove representantes, uma de cada parte do também gigante país, cujas cidades não sei nomear, além de Moscou e Perm.
Aprendi muito nessa primeira semana do mês de julho, aprendi que somos todos muito parecidos e muito diferentes também. Aprendi que Líbano é tabu duas pessoas se beijarem na rua ou falarem sobre sexo. Aprendi que nem todo judeu segue a risca os mandamentos da religião e que esses são tipo brasileiros católicos que não vão à Igreja.  Aprendi que alguns estadunidenses não gostam de TV e que aprendem outra língua além de inglês. Aprendi que Benin existe e que fica do ladinho de Senegal e que há pessoas querendo fazer cinema lá. Aprendi que a Rússia é moderna e que na Sibéria pode fazer um pouquinho de calor. Aprendi que os franceses podem ser simpáticos quando ficam velhos e aposentam e vão morar em vilarejos perto do mar. Aprendi que na Mongólia eles ainda deixam as mulheres cozinharem e que possuem um toque ocidental na maneira de se vestirem. Aprendi que a Bónia vai bem muito obrigada.
E chego a uma conclusão: todos deveriam sair de suas bolhas ao menos uma vez na vida para vivenciar tal tipo de experiência. Sei que há muitas pessoas interessadas em aprender francês no Brasil e que não possuem meios nem recursos para viajar para um país francófono. E acho que o governo brasileiro deveria fazer o mesmo tipo de laboratório com pessoas que gostariam de aprender o português brasileiro. Conheço já muita getne que o fala e o aprende. Se somos a nação do futuro desde Getulio Vargas e não sei quando... deveríamos incentivar o aprendizado da nossa língua mundo afora. Espalhar umas franquias por aí, tipo uma Aliança Brasileira ou um Instituto Professor Pasquale. Porque não? Aposto que teria vários adeptos.
Só sei que a cada dia que passa tenho a certeza de que nascemos cidadãos do mundo e que nenhum lugar nos pertence, apenas nos é emprestado.
Sei lá, mil coisas!
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

De volta às viagens

          Viajei para Campo Grande em Março para formatura de um amigo que amo muito, meu querido Lucas, e também para visitar meus pais que não via desde o carnaval. Viajei também para Paraty semana passada, para o Festival de Jazz, com três queridíssimos e todos lindos, Willian, Paula e Beatriz. Foi a nossa primeira viagem com o Matsumóvel, até Alejandro se aventurou nessa empreitada na serra fluminense. Agora para o evento do ano, Rio + 20, o queridíssimo prefeito Eduardo Paes, decretou ponto facultativo entre os dias 20 e 22 de junho. Desse modo, irei eu viajar novamente para Campo Grande. Não porque quero fugir da cidade, mas porque ando meio desacreditada desses eventos com políticos que apontam o dedo na nossa cara falando que a culpa do aquecimento global e dos problemas  ambientais são exclusivamente nossos, da sociedade civil. Como se eu falasse para indústria petrolífica para produzir o que ela produz porque eu inventei meu carro e preciso me locomover. Enfim... também não posso não fazer, ou pior, continuar fazendo tudo em grandes excessos, que é o grande problema do sistema hoje, e inclusive um dos fatores dessa crise econômica, os excessos, excessos que estão ficando escassos, não se pode exagerar, mas a vontade está lá, contida, de exagerar, de querer tudo e não poder pagar a conta depois. E quem paga depois somos nós mesmos e os mais pobres...
          Não, vamos falar de coisas legais, de pensamentos positivos... mas fica difícil assim!


          Sei lá, mil lugares onde possamos viajar nos nossos pensamentos e ver estrelas!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Passeio Público

            Quanto tempo não posto nada nesse blog. Não que não tenha feito nada. Pelo contrário, acho até que estou fazendo muitas coisas. Tenho saído com os amigos queridos, os mesmos dos quais passei tanto tempo longe na bendita França. Nesses sete meses, desde a última postagem, até viajei para Minas Gerais, fui visitar o Thiago em Juiz de Fora, de quebra fui novamente à Tiradentes. Visitei a Carolina e a Ana Carolina em São Paulo. Até dei aquela passadinha no Paraguai. Visitei minha avó no Paraná. Enfim, fiz muitas coisas. Consegui um estágio depois de tanto procurar na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Ah, o Rio de Janeiro...
            Se tenho saudades da França? Até tenho. Dos queijos, da Aurélie, da mexicana, do vinho, de beber vinho com a mexicana, de sair pra "dançar" Salsa com a Aurélie, de sair com a Aurélie. Mas o Rio de Janeiro... é uma cidade linda e maravilhosa, com seus percalços, claro, mas a França também tem. Quem não tem? Noruega? Acho que não. Desde que voltei, tudo me é mais bonito, por algum motivo! Talvez nostágico! Senti muita falta do calor humano e até do calor físico mermo, dos 40ºC do verão, do Verão, do Carnaval, dessa bagunça fluminense. Senti falta de tudo. Menos da violência, da desigualdade exorbitante que nos circunda diariamente. Lá existe tudo isso também, mas é diferente, o jeito como as pessoas de lá lidam com isso.
             Enfim, esse não para ser um post nostágico nem triste nem sócio-filosófico sobre as condições sociais entre França e Rio. Era para dizer sobre um simples passeio que fiz hoje de manhã, antes do meu curso de alemão. Pois é, resolvi dar continuidade a um curso que fiz em Lyon, onde conheci a mexicana inclusive, estudante de canto lírico. Pois bem, cheguei uma hora antes do curso, madruguei mesmo. Cheguei ali na Cinelândia por volta das 7h30, fui dar um passeio no Passeio Público. Um lugar que nunca entrei. Havia poucas pessoas no parque, exatas duas, além dos funcionários- um guarda e dois garis.
            Sentei num banco e escrevi a seguinte:
" Um Passeio Público
Uma abelha numa florzinha, som de passarinhos, de trânsito carioca matinal, o mesmo sol batendo nas mesmas árvores que aqui estavam provavelmente quando foi inaugurado há quase 220 anos, um ar fresco de natureza intacta, umas estátuas ignoradas pelo cotidiano moderno. Primeiro de fevereiro de 2012. Há quase exatos 6 anos, moro na cidade sorriso e todavia nunca hei sequer pisado nesta terra bem cuidada pelos garis. Sehr shön é o que eu posso dizer em alemão sobre este lugar, quer dizer muito bonito.
Um sentimento bucólico no ar, creio que talvez com o mesmo sentimento dos poetas da Inconfidência do século XVIII. Me senti o próprio Tomás Antonio Gonzaga, ou Dirceu, escrevendo para sua Marília.
Valeu a pena até levar umas picadas de mosquitos no pé descoberto para ver que a Mata Atlântica ainda sobrevive em meio a mata não nativa e à cidade..."

             Sei lá, mil lugares brasileiros a descobrir!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Zen

            Ando muito zen paciencia para ficar em casa, não que eu tenha voltado a ser baladeira. Aliás, nunca fui muito de balada, mas é que ultimamente, voltar para o apartamento não tem sido muito agradavel. Não sei o motivo. Só sei que estou mais na Casa Alta e no Iacs e qualquer outro lugar... Amanhã até viajo para São Paulo, ver se fico zen mesmo!
            Esse semestre vai ser de estudo!!! Estudo de cinema!!! Amei ter descoberto o filme-ensaio! Se eu tivesse que ser um gênero cinematográfico, seria com certeza cinema ensaio. O Joci seria musical. Dani seria terror. Mari Flor seria musical-clássico. Will seria melodrama-almodóvar.
            Vou fazer muita meditação, muito ioga, vou começar a sei lá, a estudar mesmo que já é uma ótima terapia! A gente esquece da gente mesmo. Não é resolver o problema, é fugir dele. Mas nhéee fazer o que?! Divagar, divagar, divagar numa onda, numa nouvelle vague photomataire...

             Sei lá, mil divagações!

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pour le moment

             Por enquanto, estou à procura de um estágio na área do audiovisual, qualquer coisa! As aulas no Iacs começam essa semana... e tenho que me dedicar para terminar a faculdade. Ainda me restam 4 obrigatórias e 4 optativas! Em um ano ou em três períodos eu consigo terminar! E por enquanto é isso! ah e matar saudades do Iacs e cia...
             E que o Botafogo suba ao G-4!!!
          
              Sei lá, nada muito a dizer!

sábado, 6 de agosto de 2011

Tengo que escribir y hablar

            Tengo que escribir más y hablar más, pero no sé como hacerlo. Para mi, penso que no sé y de pronto no lo escribo. Así, que sea. Sigo entonces a estudiar, para terminar por todas mi portunhol horrible. Yo no quiero hablar más eso. Es ... mejor, no lo es!
           Außerdem wollte ich schreiben und sprechen...
             
           Sé allá, mil cosas!!!

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Futebol e teatro e tempo

            Acho que eu já vi umas dez partidas de futebol desde que voltei. Já faz pouco mais de um mês. Antes acho que não via nenhum. Não, ano passado foi ano de Copa, e na Copa, eu assisto quase todos os jogos, mesmo aqueles em que o Brasil não joga. Mas não sou torcedora fanática. Não vou ao engenhão todas as vezes que meu time joga. Pra falar a verdade, já troquei de time algumas vezes. Gosto muito do Barcelona. E foi muito legal "acompanhar" de "perto" a Lpiga dos Campeões 2010/2011.
           Por falar em Brasil, eu fui lá ver o Bruno Mazeo no cinema, sala lotada, eu a Natalia tivemos que sentar separada da mãe dela. E vi gente sentada na escada. Igual a vez que vi minha única peça francesa em Lyon, acompanhada de uma mexicana, a Sofia, um iraniano e um francês. Sentados na escada vendo aquela peça que falava sobre cinema e, por ser francesa, falava de Godard. Ainda bem que era uma comédia, mas terminava falando de Bergman, com uma cena do filme do xadrez de Bergman (rs). Uma comédia meio trágica-reflexiva, mas era francesa, deve ser por isso!
           Por falar em teatro, vi a peça do Joci... já falei sobre isso! Então, tá quente né, ameaçou fazer frio semana passada com uma chuva de leve e um ventinho frio, mas tá quente de novo! E seco! Eu até vi um ipê roxo hoje, fazia tempo que não via um ipê, mas eu prefiro os amarelos, os brancos também são bonitos. Acho que é uma árvore do cerrado, mas tem no Pantanal, se não me engano, nunca fui mesmo! Estou esperando a Mari Flor ir pra eu ir com ela (rs) Também tô esperando pra ir na Chácara da Polly! Un jour... qui sait?!
          Por falar em tempo, passei muito tempo sem fazer nada, sem ver o sol(e olha que aqui tem um monte), sem escrever aqui, sem fazer exercício, sem ler muito, sem ver meu gmail, sem face, só no ócio criativo de assistir Sky. Tive um tempinho pra fazer um CV que espero mandar por ai no segundo semestre. Je vais réussir, j'éspère ça, vraiment!!!

          Sei lá, mil lazy songs!!!
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Julio Menezes, o menino da ilha!

            Indo para o Gragoatá, para nossa primeira aula de Português VII, do nosso recém-antigo novo curso da Universidade Federal Fluminense, Cinema e Audiovisual, um garoto menor de idade também esperava pela aula que nunca aconteceu. Este menino apresentou-se como Junior, falou que morava na Barra da Tijuca e que tinha passado direto do terceiro ano para a UFF, acho que em sétimo lugar do vestibular, se me lembro bem...
            Menino prodígio e alegre, com seu jeito de "descobrindo o mundo", principalmente o mundo do cinema. Sua paixão, aliás, pela sétima arte é realmente contagiante. Acho que gosto mais de musicais hoje por causa dele: do menino da ilha. Esse menino, foi morar na Casa Rosa, uma república de Niterói, muito conhecida, mas que infelizmente foi desmantelada, não por intrigas na Casa, mas sei lá por qual o motivo real do fim... creio ser uma falta de renovação de contrato do aluguel.
            Enfim, o menino cresceu, bebeu um pouco, dançou, estudou, estudou em cima da hora, fez filmes, filmes premiados, foi Julio Menezes, deixou de ser Junior, e virou Jocimar Dias Jr. E esse menino riu, riu comigo, riu de mim, riu dele mesmo, riu da gente, riu dos amigos, dos nem tão amigos assim, mas graças a Deus, riu! Que risada... e vindo de mim, da pessoa com aquela "risada", deve ser uma comparação e tanto...
            A última do Jocimar foi se juntar a um grupo de teatro. Pra quê?! Pra fazer a gente se surpreeder mais uma vez com ele. Fui vê-lo atuar. Afinal, já tinha visto outros amigos atuarem, o Vitor Medeiros e a Anita Chaves. Eu tinha que ver o Joci atuando... e superou totalmente minhas expectativas de um domingo. Não sei o que o Joci será amanhã, mas com certeza sei que terá muito sucesso no que escolher como carreira e eu espero estar perto para dividir os momentos tristes e alegres de seu caminho rumo ao Oscar de Best Male Performer of 2034?! (2034 para sermos realistas né?!)

              Sei lá, mil pessoas como o Joci!

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domingo, 10 de julho de 2011

Un vrai barbecue, s'il te plaît!

            Je sais encore écrire! Então, estava sem criatividade ou digamos, sem inspiração para dar continuidade nas minhas sem noçãozices por aqui! Eis que vou a uma churrascaria campograndense e fico extasiada... Pqp! Picanha ao ponto é tudo de bom! E aquele abacaxi assado com açúcar e canela?! Mon Dieu, e a mandioca sulmatogrossense, que não é aipim nem macaxeira, é MANDIOCA! Que saudade dessa raiz deliciosa que me lembra o sabor da terra... da minha terra!
             No meu primeiro post 100% brasileiro, queria fazer uma publicidade gratuita para a churrascaria Gaúcho Gastão (Rua Dr Zerbini, 38 - Chácara Cachoeira, Campo Grande/MS), é por isso que usamos guri e guria, os gaúchos migraram pra cá pouco mais de 30, 40 anos atrás. E trouxeram o churrasco também, apesar de não ser o mesmo churrasco, é um tipo diferente, que para mim é o verdadeiro, é o único com mandioca, os outros são comparativos para mim! Tudo é relativo/subjetivo mesmo! Então, quem passar por Campo Grande, para ir para outro lugar como Bonito, Pantanal, Bolívia ou Paraguai, pode ir lá e conferir le vrai barbecue campograndense, não é à la carte, nem à quilo, é RODIZIO!



             Para demonstrar que eu mudei durante minha estada na França, troquei o Arial pelo Times, agora os post serão em Times! Eu ia postar sobre a minha volta, como foi ter viajado pra Turquia (por isso coloquei uma foto de um modelo turco acima), como foi a emoção de surpreender a galeren da turma57, como foi ter visto JOCIMAR atuando (por sinal merecia um post só pra isso), como foi ter visto Louis Garrel live, essas coisinhas né?! Que não tive muita gana de escrever ainda aqui! 
             Só o churrasco de hoje é que me animou e me nutriu a alma para escrever. Isso porque troquei uma feijoada caprichada que meus pais fizeram aqui em casa... nesse calor de 30 graus! Céu azulíssimo! Mas foi por uma boa causa, era a comemoração do aniversário de uma amiga muitíssimo querida, aniversário da Pollyana!!! E desculpa, Aurélie, mas a comida brasileira é muito boa e senti muito falta dela!!! Da França, só sinto falta de você, da manteiga, do pão e do vinho branco!


             Sei lá, mil churrascos! 


PS: animada pra fazer um na Casa Alta quando voltar, de despedida pro Lorena e pro Joci!
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