sábado, 20 de julho de 2013

Berlin, du bist wunderbar!

        Não sei se é porque é verão ou se tenho sorte mesmo, mas tenho encontrado e conhecido pessoas legais na capital alemã. Tive sorte também de cair numa república de alemães (Obrigada, Stéphanie!) então tento entender o que estão falando. Mesmo sendo muito difícil a língua, mas acho que com o tempo vou me acostumando e entendo mais e mais. Também já cometi algumas gafes, como comprar cerveja "errada", Becks, meu flatemate Titus que não era para fazer isso hehehe. Da outra vez que estive em Berlin, em 2011, eu super tomei várias Becks, mas aparentemente estava errada. Fico com a Berliner e com Franziskaner que é mais fácil hehehe. No final das contas, são todas boas, pelo menos para mim.
        No curso, a professora é muito boa e estimula a gente a procurar mais vocabulários. Na língua alemã, você junta três palavras e forma uma nova e daí é só fazer tipo "anagramas" com as palavras e procurando o sentido de tudo isso. Tô num nível em que consigo jogar conversa fora sobre o cotidiano, mas quando me perguntam sobre o Brasil ou Rio, do que anda acontecendo ultimamente fica complicado de explicar, ainda bem que a maioria fala inglês. Até fui ver um filme alemão sem legendas, no Cine OpenAir, Das Leben ist nichts für feiglinge (Avida não é para os covardes), mas tive uma ajuda amiga que me traduzia algumas partes em inglês.
         Por enquanto é isso... depois dedico um post para a República Alemã, parecido com a da Francesa, só que com menos gente.

         Sei lá, mil lugares para se conhecer em Berlin!
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma cronica aérea

        Viajei com um time de Brasilia teen que joga futsal e estavam indo pra Budapeste para um torneio mundial representar o Brasil. Legal! Mas não é sobre que queria compartilhar, é sobre uma conversa entre um dos técnicos e uma mulher carioca, que depois descobri tinha o passaporte alemão, no fim das contas, ela deve ser alemã, seilá. Enfim, ela dizia para o candango professor que o Rio, sério, o Rio estava MELHOR, e paesmem, depois do PAES; e que o Choque de Ordem que ele tinha implantado, ela não via mais flanelhinha na rua, que se sentia coagida na presença de um, e que as pessoas estavam mais conscientes em relação ao lixo nas ruas, que a cidade estava mais limpa e menos perigosa. Daí, ela perguntou para seu interlocutor se Brasília era perigosa... Enfim, parei de ouvir a conversa e fui ouvir uma música, porque continuar ouvindo duas coxinhas de duas cidades distintas foi demais pra mim.
          Estou pressentindo boas histórias e crônicas para contar aqui pra vcs, saudosos desse blog de mil lugares e mil coisas.


          Sei lá, mil coisas!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Partiu Buenos Aires e Montevideo

        Nova empreitada de Júnia Matsuura pelos cantos do mundo... agora mais pertinho do Brasil: Argentina e Uruguai. Conhecer los gauchos, tomar chimarrão, hablar como ellos, comer parrillada e tomar buenos vinos, es todo lo que quiero!

        Depois de dez dias no interior de Minas Gerais, vivendo altas aventuras cinematográficas na Serra do Cipó e em Lapinha da Serra, ir para outro canto será outra aventura a parte. Só não quero ser enganada por argentinos e uruguaios.

          Vou levar o livro As Veias Abertas da América Latina que eu comprei num sebo em Campo Grande em 2005 por 20 reais, just in case, vai que eu encontro com Eduardo Galeano pelas ruas e quero um autógrafo.

domingo, 15 de julho de 2012

La Rochelle Belle et Rebelle




Sabe aquele senso comum de que cada viagem que fazemos é muito importante para a nossa vida, de que acrescenta não só conhecimento, mas também dá novos significados à ela. Pois então, essa não foi muito diferente disso.
No começo, quando percebi que os organizadores desse laboratório cultural não sabiam muito sobre cinema muito menos sobre o festival da cidade onde vivem, confesso que fiquei chateada. Mas depois quando eu vi e percebi sobre o que realmente se tratava tal experiência, eu deixei estar.  Todos os 23 participantes ali estavam porque tinham algo em comum,  a língua francesa o meio de comunicação entre si, 13 nacionalidades dentre Russia, Mongólia, China, México, E.U.A., Malta, Uzbequistão, Kosovo, Bósnia Herzegovina, Líbano, Israel, Benin  e Brasil, sendo eu a representante solitária desse país enorme. A Rússia por sua vez tinha nove representantes, uma de cada parte do também gigante país, cujas cidades não sei nomear, além de Moscou e Perm.
Aprendi muito nessa primeira semana do mês de julho, aprendi que somos todos muito parecidos e muito diferentes também. Aprendi que Líbano é tabu duas pessoas se beijarem na rua ou falarem sobre sexo. Aprendi que nem todo judeu segue a risca os mandamentos da religião e que esses são tipo brasileiros católicos que não vão à Igreja.  Aprendi que alguns estadunidenses não gostam de TV e que aprendem outra língua além de inglês. Aprendi que Benin existe e que fica do ladinho de Senegal e que há pessoas querendo fazer cinema lá. Aprendi que a Rússia é moderna e que na Sibéria pode fazer um pouquinho de calor. Aprendi que os franceses podem ser simpáticos quando ficam velhos e aposentam e vão morar em vilarejos perto do mar. Aprendi que na Mongólia eles ainda deixam as mulheres cozinharem e que possuem um toque ocidental na maneira de se vestirem. Aprendi que a Bónia vai bem muito obrigada.
E chego a uma conclusão: todos deveriam sair de suas bolhas ao menos uma vez na vida para vivenciar tal tipo de experiência. Sei que há muitas pessoas interessadas em aprender francês no Brasil e que não possuem meios nem recursos para viajar para um país francófono. E acho que o governo brasileiro deveria fazer o mesmo tipo de laboratório com pessoas que gostariam de aprender o português brasileiro. Conheço já muita getne que o fala e o aprende. Se somos a nação do futuro desde Getulio Vargas e não sei quando... deveríamos incentivar o aprendizado da nossa língua mundo afora. Espalhar umas franquias por aí, tipo uma Aliança Brasileira ou um Instituto Professor Pasquale. Porque não? Aposto que teria vários adeptos.
Só sei que a cada dia que passa tenho a certeza de que nascemos cidadãos do mundo e que nenhum lugar nos pertence, apenas nos é emprestado.
Sei lá, mil coisas!
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

De volta às viagens

          Viajei para Campo Grande em Março para formatura de um amigo que amo muito, meu querido Lucas, e também para visitar meus pais que não via desde o carnaval. Viajei também para Paraty semana passada, para o Festival de Jazz, com três queridíssimos e todos lindos, Willian, Paula e Beatriz. Foi a nossa primeira viagem com o Matsumóvel, até Alejandro se aventurou nessa empreitada na serra fluminense. Agora para o evento do ano, Rio + 20, o queridíssimo prefeito Eduardo Paes, decretou ponto facultativo entre os dias 20 e 22 de junho. Desse modo, irei eu viajar novamente para Campo Grande. Não porque quero fugir da cidade, mas porque ando meio desacreditada desses eventos com políticos que apontam o dedo na nossa cara falando que a culpa do aquecimento global e dos problemas  ambientais são exclusivamente nossos, da sociedade civil. Como se eu falasse para indústria petrolífica para produzir o que ela produz porque eu inventei meu carro e preciso me locomover. Enfim... também não posso não fazer, ou pior, continuar fazendo tudo em grandes excessos, que é o grande problema do sistema hoje, e inclusive um dos fatores dessa crise econômica, os excessos, excessos que estão ficando escassos, não se pode exagerar, mas a vontade está lá, contida, de exagerar, de querer tudo e não poder pagar a conta depois. E quem paga depois somos nós mesmos e os mais pobres...
          Não, vamos falar de coisas legais, de pensamentos positivos... mas fica difícil assim!


          Sei lá, mil lugares onde possamos viajar nos nossos pensamentos e ver estrelas!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Passeio Público

            Quanto tempo não posto nada nesse blog. Não que não tenha feito nada. Pelo contrário, acho até que estou fazendo muitas coisas. Tenho saído com os amigos queridos, os mesmos dos quais passei tanto tempo longe na bendita França. Nesses sete meses, desde a última postagem, até viajei para Minas Gerais, fui visitar o Thiago em Juiz de Fora, de quebra fui novamente à Tiradentes. Visitei a Carolina e a Ana Carolina em São Paulo. Até dei aquela passadinha no Paraguai. Visitei minha avó no Paraná. Enfim, fiz muitas coisas. Consegui um estágio depois de tanto procurar na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Ah, o Rio de Janeiro...
            Se tenho saudades da França? Até tenho. Dos queijos, da Aurélie, da mexicana, do vinho, de beber vinho com a mexicana, de sair pra "dançar" Salsa com a Aurélie, de sair com a Aurélie. Mas o Rio de Janeiro... é uma cidade linda e maravilhosa, com seus percalços, claro, mas a França também tem. Quem não tem? Noruega? Acho que não. Desde que voltei, tudo me é mais bonito, por algum motivo! Talvez nostágico! Senti muita falta do calor humano e até do calor físico mermo, dos 40ºC do verão, do Verão, do Carnaval, dessa bagunça fluminense. Senti falta de tudo. Menos da violência, da desigualdade exorbitante que nos circunda diariamente. Lá existe tudo isso também, mas é diferente, o jeito como as pessoas de lá lidam com isso.
             Enfim, esse não para ser um post nostágico nem triste nem sócio-filosófico sobre as condições sociais entre França e Rio. Era para dizer sobre um simples passeio que fiz hoje de manhã, antes do meu curso de alemão. Pois é, resolvi dar continuidade a um curso que fiz em Lyon, onde conheci a mexicana inclusive, estudante de canto lírico. Pois bem, cheguei uma hora antes do curso, madruguei mesmo. Cheguei ali na Cinelândia por volta das 7h30, fui dar um passeio no Passeio Público. Um lugar que nunca entrei. Havia poucas pessoas no parque, exatas duas, além dos funcionários- um guarda e dois garis.
            Sentei num banco e escrevi a seguinte:
" Um Passeio Público
Uma abelha numa florzinha, som de passarinhos, de trânsito carioca matinal, o mesmo sol batendo nas mesmas árvores que aqui estavam provavelmente quando foi inaugurado há quase 220 anos, um ar fresco de natureza intacta, umas estátuas ignoradas pelo cotidiano moderno. Primeiro de fevereiro de 2012. Há quase exatos 6 anos, moro na cidade sorriso e todavia nunca hei sequer pisado nesta terra bem cuidada pelos garis. Sehr shön é o que eu posso dizer em alemão sobre este lugar, quer dizer muito bonito.
Um sentimento bucólico no ar, creio que talvez com o mesmo sentimento dos poetas da Inconfidência do século XVIII. Me senti o próprio Tomás Antonio Gonzaga, ou Dirceu, escrevendo para sua Marília.
Valeu a pena até levar umas picadas de mosquitos no pé descoberto para ver que a Mata Atlântica ainda sobrevive em meio a mata não nativa e à cidade..."

             Sei lá, mil lugares brasileiros a descobrir!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Zen

            Ando muito zen paciencia para ficar em casa, não que eu tenha voltado a ser baladeira. Aliás, nunca fui muito de balada, mas é que ultimamente, voltar para o apartamento não tem sido muito agradavel. Não sei o motivo. Só sei que estou mais na Casa Alta e no Iacs e qualquer outro lugar... Amanhã até viajo para São Paulo, ver se fico zen mesmo!
            Esse semestre vai ser de estudo!!! Estudo de cinema!!! Amei ter descoberto o filme-ensaio! Se eu tivesse que ser um gênero cinematográfico, seria com certeza cinema ensaio. O Joci seria musical. Dani seria terror. Mari Flor seria musical-clássico. Will seria melodrama-almodóvar.
            Vou fazer muita meditação, muito ioga, vou começar a sei lá, a estudar mesmo que já é uma ótima terapia! A gente esquece da gente mesmo. Não é resolver o problema, é fugir dele. Mas nhéee fazer o que?! Divagar, divagar, divagar numa onda, numa nouvelle vague photomataire...

             Sei lá, mil divagações!

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